A VEZ DO FUTURE THINKING

Quando falamos de Design Thinking, Growth Hacker, Ux Designer (design de experiência do usuário), nos referindo a ferramentas e metodologias de inovação.

Vamos abordar cada um desses temas em nossos posts de forma simples, considerando que esse repertório facilita a adoção de novas estratégias e o desenvolvimento de novos modelos de negócios, tornando possível adotar essas ferramentas em empresas pequenas.

O future thinking também integra esse universo. Você conhece o futurista Alvin Toffler? Indicamos o artigo The Future as Way of Life (O Futuro Como um Modo de Vida), publicado na revista Horizon, edição de Verão de 1965.

Nesse texto ele faz uma provocação instigante: “Imagine se uma sociedade inteira fosse transportada repentinamente para um novo mundo”.

Trata-se de um exercício de desconstrução. Cria um choque de paradigma.  Inclusive, vivemos esse choque de realidades no momento: quem iria prever a existência de uma pandemia que motivou o maior experimento de engenharia social em escala global?

Mas vale a pena um exercício. Vamos voltar à 2018. O  de “choque futuro” já é observado com a velocidade exponencial dos acontecimentos.

Só que esse “choque” é distribuído de forma desigual entre as pessoas. A futurista Marina Gorbis, lança outra pérola: “O futuro já está aqui – só não está igualmente distribuído”.

Faz sentido. Imagine você transitando no Vale do Silício. Com certeza, o futures thinking estaria vibrando em sua mente como algo corriqueiro.

O ambiente faz pulsar a inovação de forma natural. No Vale do Silício as startups, incubadoras, grupos de pesquisa e empresas de capital de risco vivem o mundo do futures thinkings.

A cultura da disrupção permeia as indústrias. Transformações revolucionárias e pensamento exponencial estão na pauta do dia presente.

No entanto, no Brasil, esse assunto não circula com tanta intensidade. A distância é grande. Desenvolver um pensamento futuro é um luxo, algo distante. Na realidade de uma favela, por exemplo, um jovem de 20 anos luta pela sobrevivência. Perder o emprego numa economia arruinada é uma tragédia.

O futurista Bruno Macedo sintetiza o mundo dos negócios: VUCA (volátil, incerta, complexa e ambígua). Por isso o futures thinking é uma habilidade crucial do século XXI.

Não temos como negar que as formas de fazer as coisas estão sendo viradas às avessas. Frente a esse cenário, os futures thinking são detentores de uma habilidade importante, principalmente com a necessidade de tomadas de decisões rápidas.

Marina defende que esta habilidade seja desenvolvida amplamente e se torne “um modo de vida” para pessoas que estão fora dos enclaves como o Vale do Silício, das grandes empresas, ou não são acadêmicos think tanks: Os futuristas deveriam possibilitar que um número crescente de pessoas possa desenvolver essa habilidade. Para conseguir isso, será preciso distribuir, de forma ampla, as ferramentas do futures thinking e futures-maker.